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TDAH - SINTOMAS E DIAGNÓSTICO

21/10/2023

TDAH - SINTOMAS E DIAGNÓSTICO

Hoje daremos continuidade ao assunto TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade falando sobre o diagnóstico.

No artigo anterior falamos sobre o que é TDAH e os tipos de TDAH, se você ainda não leu o artigo é só clicar aqui, também temos um vídeo disponível aqui sobre o assunto.

Para falar em diagnóstico vamos iniciar falando sobre os sintomas ou sinais do transtorno.

A maioria das crianças que possui o TDAH começam a demonstrar sintomas antes mesmo de ingressar na escola. Não podemos, no entanto, confundir demonstrações de mau comportamento, isso não significa que a criança tem o transtorno.

Antes de correr atrás de um diagnóstico é importante observar as atitudes em mais de um ambiente de convivência da criança.

Crianças com o TDAH são ativas demais, impulsivas demais, desatentas demais e todo esse exagero deve ser percebido na escola, em casa e em outros ambientes que a criança frequenta. É preciso observar esses comportamentos por no mínimo 6 meses,

A diferença entre criança agitada e mal comportada e a criança com TDAH está no fato de que as crianças com TDAH não conseguem se comportar mesmo a partir de sua própria decisão.

Existem outros sintomas como:

 * problemas no sono;

* dificuldade para cumprir tarefas rotineiras e normais para a idade;

* não aprender com os erros;

* não perceber detalhes de falas e discursos;

* alguns problemas de coordenação motora;

* irritabilidade excessiva a qualquer tipo de espera ou frustação;

* frequentemente brinca ou mexe excessivamente os dedos, mãos ou pés ou move-se no lugar;

* levanta o tempo todo;

* não consegue relaxar...

Mas atenção! Existe uma série de outros transtornos que produzem sintomas comuns aos do TDAH, tais como distração, hiperatividade, impulsividade, desorganização, problemas de relacionamento, agitação mental, problemas com autoestima e baixo rendimento escolar, por isso é imprescindível uma análise profunda do caso.

Crianças com TDAH costumam se machucar com mais frequência, são intempestivas, inquietas e hiperativas mas tendem a ficar isoladas em alguns momentos.

Sobre a hiperatividade temos que entender que existe uma diferença entre estar hiperativa e ser hiperativa. Vamos entender?

Estar hiperativo é uma dificuldade momentânea

Ser hiperativo é em razão de um transtorno que resulta em atitudes frequentes independente do ambiente em que ela está inserida.

Sobre o diagnóstico.

Ainda não existe, até o momento, nenhum exame que possa trazer respostas sobre o TDAH, por isso o diagnóstico envolve aplicar escalas que avaliam estes sintomas, além de tentar verificar o impacto deles na vida da criança (como falei logo acima, da necessidade de observar por no mínimo 6 meses).

Algumas questões devem ser respondidas com cuidado e critério.

  • Desatenção ou falta de concentração?
  • Com hiperatividade ou sem hiperatividade?
  • O comportamento interfere no funcionamento de sua vida ou de seus familiares?
  • Os comportamentos estão presentes em mais de um contexto?
  • Qual é a idade?

Também é necessário observar as seguintes situações que indicam propensão a ter o problema:

  • Nasceram prematuras?
  • Sofreram infecções como meningite ou tiveram trauma craniano?
  • Mãe fumou ou utilizou drogas ilícitas?
  • Tem histórico de diagnóstico de TDAH na família?

No que diz respeito ao cérebro, podemos observar as seguintes alterações:

  1. Prejuízo na função do córtex pré-frontal e dos núcleos ligados a ele.
  2. Não ativação ou ativação de forma ineficaz das áreas funcionais no córtex pré-frontal e de transição para o corpo estriado.

O que acontece nos casos acima? Vamos explicar agora para você:

  1. Dificuldades extrema nos atos de organizar, estabelecer um nível apropriado de alerta, ter uma memória ideal e regular os estados emocionais.
  2. Dificuldades na execução de atividades sem recompensa imediata e em atividades que exigem persistência na atenção.

Outro detalhe importante que faz parte da análise para o diagnóstico é o relato tanto dos familiares quanto da escola (professores, coordenação e gestão)

Então, está claro até aqui que é fundamental a participação de todos os envolvidos na rotina da criança, incluindo pais e professores junto com a equipe de avalição médica (neuropediatra, pediatra) e a equipe não-médica especializada (psicólogo, fonoaudiólogo e neuropsicopedagogia) para se chegar a um diagnóstico completo.

Também podemos incluir exames como eletroencefalograma para avaliar o grau de imaturidade cerebral.

As etapas para o diagnóstico:

  1. Entrevista clínica de anamnese e observação do comportamento. Dados das queixas atuais e o histórico sobre o desenvolvimento neuropsicomotor, desempenho escolar e relacionamento familiar e social.
  2. Avaliação dos potenciais e fraquezas no desempenho cognitivo (processo de aquisição de conhecimento) e estabelecer se há alteração da atenção e do funcionamento executivo, compatíveis com a sugestão diagnóstica do TDAG.
  3. Preenchimento de escalas de avaliação de sintomas por familiares e professores.

 

Fatos curiosos sobre o diagnóstico:

- Em comparação aos meninos, as meninas são mais propensas à desatenção do que a sintomas de hiperatividade e impulsividade.

- Meninas costumam receber o diagnóstico mais tardio do que os meninos

Fonte: Claudeni Neves Santos Benelli

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